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quarta-feira, 10 de maio de 2017

CONTINUANDO COM A RUA DOUTOR DOMINGOS DE ALMEIDA BRANDÃO

CONTINUANDO COM A RUA DOUTOR DOMINGOS DE ALMEIDA BRANDÃO


Uma artéria onde se convivia com tradições, amizades, muita puras e perfeitas, como se de uma família se tratasse.
Hoje, ainda me lembro da minha humilde infância ver ouvir e a chamar pelo saudoso “ MERCADO MUNICIPAL “, assim como a alusão aos logísticas que vendiam de tudo e pretendia-se, com essa referência distinguir as características  comerciais e suas moradias que diferenciavam  os locais dos estabelecimentos em todos os lados que faziam o retângulo do mercado e das suas artérias, tomando como ponto de partida as quatro entradas das ruas envolventes.


Iniciando debaixo até à atual Avenida Camilo de Matos, e pela nossa direita, tínhamos a “ Quinta do Novo Rico, senhor Silva de Macinhata”, depois a casa da Dona Malvina Cubal, que nos seus fundos existia a famosa tasca e mercearia da Tia Guida Batista e sua família, mais tarde no andar de cima passou a ser a primeira Escola de Condução de Vale de Cambra, fundada pela de Oliveira de Azemeis, como sua filial, depois a sede do nosso Valecambrense  e hoje é casa de habitação, com moradia de luxo. Entre este prédio e a Quinta das Tamancas, existia o caminho da Lacto-Lusa-Lda., hoje a Rua das Flores.
Estas fotos, mostram nesses tempos a propriedade nos seu todo da como o era a “ Quinta das Tamancas, com os três irmãos Claudinos com sua mãe, que alguns anos a utilizavam, para a seca de lenha e cultivam com novidades, mais tarde a casa foi usada por dois médicos veterinários  Municipais, para depois se tornar na “ Adega Pinto e sua família, já que dentro da mesma Quinta deu também lugar a um barraco construído a prepósito para a Oficina do senhor Umbelino Fuste e neste preciso momento é o nosso “ SANTUÁRIO”.
Continuando na mesma artéria, aparece-nos o prédio que ainda hoje se mantem de pé. “ Pertença da Casa de Areias e seus herdeiros”, que alguns deles aqui moravam com suas famílias e nos seus fundos tudo era comercial. Passo a explicar os que ocupavam os comércios nesses tempos ídos: A primeira Tipografia de Vale de Cambra “ A Gráfica Cambrense de Fernando Tavares de Almeida, A Chapelaria Maia, O Talho do Tomas Gomes, A Oficina do Augusto da Pinha “ O Falante “. A Farmácia Matos e o Consultório do “ Diga trinta e três O Doutor Abel, que foi um competentíssimo médico da terra e longos anos um prestigiado membro da União Nacional, em prol e proteção de muitos dos nossos habitantes, dos quais muitos necessitaram da sua ajuda e que ele, sempre de braços abertos indicava estes não!


Lembrar estes acontecimentos do passado, é uma justa homenagem, a todos eles intervenientes, que dignificaram com o seu esforço e sabedoria o bem dos seus e da sua terra.
Neste prédio que se foca o outrora, com seus estabelecimentos, também nesses tempos, os seus moradores eram: a família Figueiras, os herdeiros Fernando e Abel, com suas famílias, para depois a família “ Chiquinho da Ponte e no restante do prédio o Doutor Abel de Almeida Gomes e sua família. Ao falar do passado e lembrar como o era.


São momentos de elevada emoção transcrevê-los para o papel e deixar para a nova Geração …

sábado, 7 de janeiro de 2017

Rua Dr. Domingos A. Brandão (cont.)


CONTINUAÇÃO DA RUA
DR. DOMINGOS DE ALMEIDA BRANDÃO




Esta parte é do lado direito, após a passagem da Avenida Camilo Tavares de Matos, vendo-se as casas de habitação e comércios do “ Almeida Vista Alta” (hoje Caixa Geral de Depósitos e Salão de Jogos, na casa seguinte e de cor branca, era a casa do senhor Almeida (Pranta), nos seus fundos era o armazenamento do Café Avenida, onde o nosso amigo sempre ali apanhava as garrafas de vinho e outros produtos relacionados ao movimento do Café do Senhor Leonel), (hoje temos os Correios e Banco CCT), para a seguir a esta casa do senhor Almeida Pranta, onde nasceu mais tarde a Fábrica de Esmalte, da Firma Almeida & Freitas, dando a esse caminho o mesmo nome durante longas décadas até que ( hoje é Rua da Fábrica), depois da Fábrica tínhamos os estabelecimentos da Esmeralda do Novo Mundo, com uma Frutaria, o seu cunhado Manuel Costa (Lapé), com uma Alfaiataria e a seguir o seu sogro, com um estabelecimento de comes e bebes dos melhores da região desses tempos que era conhecido imensamente em todo o local e arredores pelo “ NOVO MUNDO “.depois a casa de topo em branco era do Tomazinho da Cavada-Cabril, seu proprietário, que mais tarde funcionou como Colégio e ultimamente o Tribunal que ainda funciona após a sua remodelação total. Depois deste prédio tínhamos a casa que ocupava o senhor José Maria Soares Gomes e segundo Caseiro o senhor Evaristo da Rambóia e família, fazendo também as suas leiras de cultivo que ocupavam até ao caminho das Regadas ( hoje rua do Hospital, com a Biblioteca Municipal e o Tribunal).


Recordar esta mesma rua, pelo lado esquerdo e do mesmo sentido, tínhamos a casa de habitação e comercio do senhor Agostinho Cubal, o prédio da” Dona Hermínia Simôa”, onde habitavam vários moradores e nos seus fundos era a Padaria do senhor Tomaz Calvéla, depois dos cunhados “ Santos & Silva, para mais tarde funcionar como Café Aroucambrense, (hoje temos enormes prédios, com Centro oculista, Bar Dominó, pronto a vestir “ A Devina”, Livraria Académica, Restaurante o Garfo e a Esteticista).

sábado, 31 de dezembro de 2016

Memorar a rua Doutor Domingos de Almeida Brandão


A RUA DR. DOMINGOS A. BRANDÃO

Memorar a rua Doutor Domingos de Almeida Brandão, descrevê-la como o era nesse passado. “ O TALHO DO TOMAZ GOMES “, nos anos vinte no prédio da Casa de Areias e que a sua renda era paga à dona Marianinha por cento e cinquenta escudos mensais.



E foi aqui além do Matadouro, que aprendi a arte que pelo “ Catedrático meu pai “, me foi incutida após o meu concluir da quarta classe, no ano de 1951 e que exigentemente até à minha ida para o serviço Militar no ano de 1960, tantas vezes me era dito: “ não estou a pedir mas sim a mandar “.

Depois de ter cumprido o meu dever como militar, nas Caldas da Rainha e na província do Ultramar “ Angola” casei e em Janeiro de 1964, por acordo mútua com o meu pai e com a promessa de quinhentos escudos mensais, para ele, tomei conta deste que era o seu Talho.

E que arduamente e juntamente com a minha esposa, meus irmãos, Tomaz, Maria, Lucília e a empregada Maria do Pintalhão, movimentava-mos no Matadouro todo o gado que eu, já necessitava para o consumo do Talho.



E juntamente com o meu irmão Tomaz e o experiente jovem António Monteiro, que passados alguns meses me disse que não gostava do serviço em causa, foi continuando e ao mesmo tempo alterando o seu visual, com um aspeto mais moderno, para corresponder ao seu momento e fazer face ao futuro que se adivinhava pela frente.

Chegou aos anos setenta e pensei na mudança para um espaço mais amplo e com todas as condições para satisfação da elevada clientela que já tínhamos e então fixei-me no prédio do “ Tio da minha esposa, o Joaquim do Ferrador, na Avenida Camilo Tavares de Matos, numa renda mensal de “ mil escudos”, mandei montar ali, a Camara Frigorífica maior do Concelho, para condicionar higienicamente todo o gado que abatia.



Dando-lhe o símbolo de “ TALHO MODERNO “, permanecendo aqui durante trinta e nove anos, com o Talho, Mini-Mercado, que deu origem no ano de 1978, à segunda paixão da minha vida que foi as garrafas e que fiz a montagem da “ Garrafeira Vinivale “, na rua Gabriel Pinho da Cruz (filho), como a “ PIONEIRA “.