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sábado, 13 de maio de 2017

VALECAMBRENSE NO PASSADO

VALECAMBRENSE NO PASSADO


Esta foto, mostra alguns jogadores que fizeram parte do glorioso, assim como o seu treinador na época o maravilhoso “ Zé João e o competente diretor saudoso senhor Alceu Ferreira”.
Que aguardavam junto da então sede do clube que era no Café do senhor Saúl Lima e que se preparavam para dar entrada nas Camionetas do Caima, para mais um encontro a realizar, depois de termos deixado a Pensão Cambrense, pela estágio que ali, nos era obrigatoriamente indicado para todos aqueles jogos considerados mais difíceis, pela direção e com o sempre, pelo dinamismo do senhor Presidente saudoso senhor António Ribeiro, que se dedicava em horas vagas a esta coletividade como uma elevada paixão, nos anos de 1962 até 1966/67, levando-o à III Divisão Nacional, sempre contando com o apoio dos restantes Diretores, mas sem qualquer dúvida o mais impulsionador a destacar, foi sempre o saudoso  senhor ALCEU FERREIRA.


Passaram o seu testemunho em Janeiro de 1966, ao Ver. Padre Joaquim de Oliveira Maurício, para dois anos após tomar a sua Presidência nova direção constituída, também por elementos de elevada craveira de novas ideias, pelas suas idades muitos conhecimentos e aproveitando o deixado pelos anteriores, o Valecambrense ficou apurado para uma final com o União de Coimbra, cujo o primeiro encontro se realizou no Campo das Dairas e o seu resultado ficou a nosso favor por 1-0, para no seguinte e em Coimbra, ter-se repetido o mesmo resultado, sendo necessário o desempate para apurar o Campeão e a possível subida à II Divisão Nacional, foi marcado o jogo em campo neutro, que se jogou no Campo Viriato em VISEU, no dia 26 de Junho de 1968, num ambiente fora do habitual, creio mesmo que Vale de Cambra, nesse dia ficou totalmente parado, pois tudo o que era meio de transporte dava caminho até VISEU. Foi um encontro muito bem disputado e que vencemos o adversário por 3-0, após a confirmação da nossa superioridade sobre o adversário e que nesse dia foi mesmo feriado durante todo dia e pela noite fora. "FOMOS CAMPEÕES!"
E chegados todos a terras de Cambra, a alegria foi radiante como se pode testemunhar por alguns dos seus diretores, os saudosos Doutor António Júlio Teixeira, Senhor Sabino e Serafim Oliveira, a agradecer ao saudoso Acácio pelo seu bom empenho oferecido dentro do rectângulo de jogos e que muito contribuiu, ao lado dos seus colegas, para alcançar o sonho desejado por todos nós Cambrenses.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Histórias de golos

HISTÓRIAS DE GOLOS

Mas existe sempre um ou outro, que fica para a “História“.
E sei também que foram muitos, que marcam e deixam memória, muitos deles, que foram apontados e sofridos, na minha passagem pelo Futebol, tanto no Cesarense, como no nosso glorioso Valecambrense.



É de recordar: os do António Jorge ( sem que a bola, toca-se no solo e entrava fortemente na baliza do adversário), aquela do Augusto Batista, quando num jogo o guarda-redes adversário pontapeia a bola, a mesma caí próximo do Augusto, que de imediato a devolve sem que a mesma pare e marca o golo a nosso favor.


E aqueles do Domingos Gomes ( o Mingos e muitos do Biel e do Carlos Alberto e mesmo aquele que o Seminário, apontou com golpe de cabeça, ao guarda-redes do Futebol Clube do Porto, Américo e apontou o ponto de honra para nós. São poucas estas histórias do golo e todos eles ficaram com a sua história. Mas existe um, que ficará para sempre em memória.


“ Que o diga o CARLOS CILO ? e o ARLINDO GOMES ?, que se passou no velho campo do União de Lamas, em 08/03/64, quando este mesmo clube, tinha necessidade de vencer o jogo, mesmo em sua casa Lamas, para a sua subida de divisão. Mas acontece que iniciado o encontro, o nosso guarda-redes, “ CILO “, que na sua carreira já tinha nos habituado a defesas extraordinárias na baliza que lhe estava confiada durante alguns anos e nas cores do nosso clube. O clube de Lamas, não conseguia marca golo, que seria importante para o seu ingresso no escalão superior. Então os adeptos, ofereciam-lhe dinheiro e grades de cerveja, para que ele, facilita-se a entrada da bola na sua baliza, o que não acontecia, porque ele, estava mesmo imparável nesse encontro.

Até que numa jogada pelo lado direito, o Arlindo ao tentar aliviar a bola, momento que ainda hoje não sei como o aconteceu e a bola entra direto na baliza do nosso Valedecambrense e traí o competente guarda-redes CILO, que até aquele momento não olhava às ofertas que lhe dirigiam de fora.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Valecambrense, década 60


Valecambrense, ano 1963 e seguintes

Voltamos à Primeira Divisão Distrital de Aveiro, já com novos reforços que tinha vindo de Angola depois de terem prestado o seu serviço militar, que foram eles o “ Arlindo Gomes e José Carvalho de Sever do Vouga e Acácio de São João da Madeira, assim como os dois irmãos Gomes, António Jorge e o Seminário (Nabo) que veio pelas mãos do atual Presidente, saudoso senhor António Ribeiro, após o jogo que em Cambra disputou contra nós e pelo seu clube que era o Valonguense, da Arrancada do Vouga.

Depois se foram juntando mais bons elementos: como o Gabriel (Biel) e famoso e destemido “Carlos Cílo“, que se mantiveram por mais alguns anos e com o comando de estes competentes treinadores, tivemos ao nosso serviço: José Ferreira Tavares, Eurico Guimarães e Zé João



O Senhor Daniel e todos eles com métodos de ensino diferentes, nos balneários, no campo e mesmo na Pensão Cambrense e foram idealizando equipes muita certinhas, com jogadas bem preparadas principalmente para aqueles encontros mais competitivos, como a Ovarense, Lamas, Feirense, Lourosa e mesmo o Àgueda que tinham dificuldade a nos vencer no nosso próprio terreno, quando estavam no topo da classificação.

E nestes encontros mais difíceis que iriamos ter pela frente, o Senhor Presidente desses tempos, o senhor António Ribeiro, nos mandava para estágio na Pensão Cambrense e tínhamos sempre além das ordens do treinador, as suas sempre preciosas instruções para vencermos com dignidade este ou o outro adversário que tínhamos que defrontar no Campo das Dairas. Nunca se cansava, de nos indicar coragem, competência e o crer, dando-nos muitas vezes pela vitória umas notitas de cem escudos a cada um, por termos alcançado quase na totalidade esse mérito.

Só que por vezes o desiludíamos nos jogos seguintes com outras equipes de menor escalão que o nosso, que chegavam às Dairas e ganhavam-nos e ele, ficava muito zangado connosco e nos balneàrios dizia-nos joguem a bola e não façam “RODRIGUINHOS”, porque assim não vão a lado nenhum. A sua paixão pela colectividade era de tal ordem: que muitas das vezes levava as suas mãos ao bolsos, apanhar umas notinhas para distribuir por nós como premio de consolação. Eram mesmo poucos os atletas que fizeram parte desta equipe que tinham ordenado mensal a sua maioria fazia-o por amor à sua camisola e alguns ainda se recorriam de seus pais na ajuda para o arranjo das “ Chuteiras e bolas “.

Futebol, que minha juventude sempre foi a minha primeira paixão. Já da minha tenra idade acompanhava o Grupo da minha freguesia o “ Grupo Recreativo Castelonense”, no primeiro Torneio de Futebol, organizado pelo Macieirense no ano de 1954, no Campo da Raposeira, para mais tarde fazer parte do mesmo e no segundo torneio, mas desta vez no Campo das Dairas, nos anos de 1958/1959.

Além de ter feito parte deste clube da minha terra em torneios, também sempre estava presente para com eles estarmos em varias partes, em competições que para tal, eramos convidados em jogos amigáveis. Como em terras de Cambra, nestes períodos, não havia futebol Oficial, então juntamente com o Daniel Sousa (empregado da Gráfica Cambrense, fomos os dois para o Clube de Cesar, onde nos filiamos, e que fizemos parte do mesmo até aos 1960, ano este que devido ao serviço militar, tive que deixar o “ Cesarense”, e partir para a obrigação, que nas Caldas da Rainha, fiz parte da equipe do Regimento, com colegas do Torriense, Peniche e o guarda redes Rita e Caiado do Caldas Sport Clube, que ao abrigo militar ainda enverguei a camisola dos Caldas, antes de ter partido para ANGOLA, em Maio de 1961.

Em Angola, sempre estive ligado ao mundo do Futebol, até que se deu, o meu regresso ao meu habitar e quando regressei em Julho de 1963, como gostava de representar as cores da minha terra, o Senhor António Ribeiro e o meu padrinho de casamento e muito amigo o senhor Fernando Bastos da Gráfica Cambrense, foram a Cesar os dois comprar a minha carta de atleta, pela importância de (seis mil escudos), para eu ficar a defender as cores do Valecambrense até ao ano de 1968. 

“ SÓ UM GOLO FICARÁ NA HISTÓRIA “



E foram muitos que se apontaram na minha passagem pelo clube, os do António Jorge ( sem a bola pisar o solo e o do Augusto Batista, quando o guarda-redes adversário pontapeia a bola a mesma para na sua zona e ele sem preparação devolve e marca o golo ao adversário.

O Domingos Gomes ( o Mingos ), o Biel o Carlos Alberto e mesmo o Seminário e os outros que no passado, também o foram como os saudosos “ Herculano Martins, que não falhava um penalti e o Serafinzito da Calada, que tantos golos marcava de canto direto e que tivemos neste percurso do passado tantos golos com “ HISTÓRIA”

O do Seminário, quando a visita do Futebol Clube do Porto em jogo amigável, quando perdíamos por 3 bolas a zero, existe um livre junto ao pinheiro, que eu, marco e ele de cabeça faz o ponto de honra ao guarda-redes Américo do Futebol Clube do Porto.







quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Momento alto do nosso Valecambrense (1962-63)


Foi no Campo das DAIRAS, que na final disputaram com A.D.VALONGUENSE, no dia 28 de Abril de 1963, empataram por 2-2 e tornaram-se Campeões da II Divisão Distrital de Aveiro.





A DIREÇÃO ERA CONSTITUÍDA :
Pelos dinâmicos e saudosos António de Almeida Ribeiro (Sobrinho), Alceu Ferreira e outros, mas estes foram os mais criativos, nas obras do campo e na aquisição de treinador e alguns jogadores, enquanto se aguardava as aquisições, necessárias para a constituição da equipe, tiveram a ajuda do competente desenhador, que tinha vindo dos lados do Porto, para a Firma Arlindo Soares de Pinho Ldª, que foi o saudoso e amigo, António Domingos Lage, que em suas horas vagas e com algum conhecimento, muito contribuiu no campo das Dairas, para que do “ Desporto- Rei “, levando-o a ressuscitar …

O treinador apareceu, foi o saudoso “ José Tavares, que tinha passado pelas fileiras durante longos anos na União Desportiva Oliveirense e trouxe consigo, também um prestigiado guarda-redes, “ o Bernardo “. O jogador “ Léo era estudante no Porto e com amizade que mantinha com colegas veio dar uma ajuda ao nosso clube os restantes jogadores eram fruto dos Torneios e de jogos particulares que anteriormente se realizavam, por vários campos e locais.

O Guarda de Campo e sapateiro, era o senhor Manuel Valquaresma.
O Roupeiro e assistência aos jogadores, era o saudoso “ Artur Fóle “,que nunca se esquecia de nos intervalos dos jogos, nos oferecer um copo de chá de casca de limão da conservadeira, que sempre o acompanhava no decorrer de todos os jogos.

O bar foi explorado muitos anos pelo saudoso e grande amigo o Àlvaro do Café, para mais tarde outros amigos que foram os irmãos “ Correias”, que deixaram o do campo para outro bar, no terreno do “ Nel Pirócas “ ficando por longos anos com essa exploração.