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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

“O Alto da Felgueira de Arões“

O recordar é viver e nesta casa da Floresta, assim como o pastor de gado a partir dos anos “ Sessenta”, que hoje o recordo de imensa saudade, pelas tantas vezes que por aqui passei e que foram algumas também que penetrei nesta casa da Floresta, ocupada nesses tempos pela família vinda de Quintela, assim como naquela que era guardada e ocupada pelo seu guarda e saudoso senhor Amadeu e família.
 Aqui, juntamente com o meu pai, foram algumas vezes que ali tomamos, uns cafés e umas malgas de leite, extraído dessas cabras e ovelhas, que eram guardadas pelo olhar fixo dos idosos e crianças, no seu percurso diário logo após o romper do dia, deixando-as deslizar pela floresta imensa que circundava este “ Alto da Felgueira”. Com o passar dos tempos todas estas coisas, que a natureza nos ofereceu, assim como a coragem do ser humano, que nos oferecia e se vivia com inteiro entusiasmo e nos proporcionava condições mais dignas, mais pureza e que nos oferecia muita mais segurança na vida e nas coisas. Muitos destes povos , deixavam as chaves nas portas da sua loja ( Adega do vinho e outros haveres), para qualquer cidadão se servir em liberdade e iniciar a sua rotina, que inicialmente tinha projetado.
Hoje: não o é permitido, porque a evolução da vida e das coisas sofreram alterações no seu todo. Estas casas estão abandonadas, as florestas, deixaram de terem a sua guarida, assim como a liberdade na abundância de todo o tipo de gado, causando mais miséria nas suas aldeias e suas gentes, no passado muitas das aldeias desta freguesia de Arões, tinham centenas de cabeças de gado Ovino e caprino, nos seus currais, multiplicavam-se e depois vinha até às feiras de Cambra, em rebanhos às centenas e tocadas pelos seus compradores de então como o foi largos anos o saudoso e competente negociante destes animais o “ Tio António do Outeiro (Gestoso), que os destinava exclusivamente para o senhor Adelino Gaião de Loureiro-Oliveira de Azeméis.
           “ E deste Alto da Felgueira, que tantas vezes,
           Por ti eu passei; vou deixar este memorando,
          Em publico na Biblioteca para acesso a todo,
          O amante da cultura geral, analisar estas verdades,
          Que eu, à tantas décadas por ali Passei” … 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

VALE DE CAMBRA COM SUAS PAISAGENS SERRANAS … A FREGUESIA DE ARÕES

VALE DE CAMBRA
COM SUAS PAISAGENS SERRANAS …
A FREGUESIA DE ARÕES

Além deste lugar da Lomba, como as fotos mostram no ano de 1984, pela sua originalidade, temos outros lugares, que representam estas verduras da natureza que leiras, campos e quintas nos proporcionaram a todos estas belezas. Aldeias de Arões, que são dispersas e longas e se espalham, desde a Felgueira, Carvalhal do Chão, Mouta Velha, Chão de Carvalho, Cabrum, as Macieiras, Serrado, Porqueiras, Paraduça, Ervedoso, Souto Mau, Casalvelide, Quintas, Lameiras, Aguálva, Covo, Cercal, Salgueira, Campo de Arca, Novas e lomba.
LOMBA : lugar, mas também cumeada de uma serra e uma encosta desta Freguesia do nosso Concelho, que pelos seus lugares é considerada a maior em área do mesmo, embora que, muitos desses lugares são de pequenas dimensões e com muitos poucos fogos. Hoje os seus acessos foram drasticamente melhorados, com estradas que nos conduzem aos mesmos e a maioria deles, já com agua publica assim como a energia elétrica em alguns pontos desse mesmo habitar.

PARADUÇA: uma aldeia altamente típica e muito conceituada pelo fabrico da sua deliciosa broa, produzida pela farinha devidamente preparada depois de moída pelas mós de pedra movidas pela forte agua que desliza nos moinhos abertos, aos seus donos e aos visitantes.
AGUALVA: outro lugar, com tradições na criação de gados bovinos e caprinos, que a seu belo prazer se libertam pela manhã e procuram as melhores pastagens para no pôr do sol regressarem aos seus currais.
E foi também nesta aldeia, que nos anos cinquenta, se criou uma figura típica e que deixou muitas memórias: “ Foi o saudoso Barbeiro da Aguálva “.
“ Cambra que te consideram a “ Suissa Portuguesa”,
Pela tua paisagem e camaradagem entre povos,
Assim como pela tua hospedagem;
E que tens tanto coisa bela e boa, como a nossa Barragem “...