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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

QUEM FORAM OS LEÕES DA SERRA

“ QUEM FORAM OS LEÕES DA SERRA “ 

Foram dois sócios, que se uniram depois de terem servido outros Porqueiros , que em Vale de Cambra, trabalhavam e comercializavam todo o tipo de Suínos ( Porcos ), vendiam e trocavam nas feiras, mercados e às portas. 



O Manuel Ferrador e o António do Vacabranca, que largos anos, foram sócios, com Carrinha, preparada para os apanhar dos currais do seu criador, depois de nas suas pedaleiras e motorizadas os terem negociado com os seus donos e marcarem o seu dia de carga, transportados para repouso e tratamento, dos seus aspetos e os mesmos eram colocados nas carrinhas, assim como seguia as jaulas devidamente preparadas, para os cercar no lugar marcado pelos fiscais da localidade, após o pagamento do seu bilhete e nunca esquecendo a saca com o grão de milho, que após a cerca colocada no local indicado, lhe era mandado pela mão do negociante uns grãos de milho, para os manter mais calmos e convidar simpaticamente o seu possível comprador, que após o negócio eram marcados com um giz de cor para os levarem a casa do seu futuro dono após o final da feira ou mercado. 



OS LEÕES DA SERRA: 

Trabalhadores, muito sérios percorriam muitas feiras e mercados a nível do nosso Distrito e não só, sempre à procura do seu bem servir, com qualidade e assistência aos porcos ( suínos, que compravam e vendiam ). 

A sua assistência aos mesmos era muito eficaz, pois que o seu sócio Manuel Ferrador, era pessoa bastante entendida no mundo do gado, devido à sua adolescência, ter trabalhado sempre com o seu pai, na oficina a preparar todo o tipo de calçado, para cavalos, bois e vacas, que o tornou muito competente, motivando-o como elevada paixão, enquanto viveu connosco, estava sempre atento a toda esta área, que se dedicou e adorava corresponder simpaticamente a todas as situações que estes animais lhe apresentavam e necessitavam da sua sempre pronta ajuda. 

Atendendo aos seus elevados conhecimentos, fez dele, um autentico Veterinário, nas necessidade dos animais, prestando-lhe sempre a sua total ajuda em qualquer sitio ou lugar. 

“ Leões da Serra, grandes Comerciais do nosso Concelho, 
Que deixaram nome por todo o lugar, 
Que vendiam e compravam gado; 
Hoje como homenagem, falo de vós em coisas do Passado “.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Memorar a rua Doutor Domingos de Almeida Brandão


A RUA DR. DOMINGOS A. BRANDÃO

Memorar a rua Doutor Domingos de Almeida Brandão, descrevê-la como o era nesse passado. “ O TALHO DO TOMAZ GOMES “, nos anos vinte no prédio da Casa de Areias e que a sua renda era paga à dona Marianinha por cento e cinquenta escudos mensais.



E foi aqui além do Matadouro, que aprendi a arte que pelo “ Catedrático meu pai “, me foi incutida após o meu concluir da quarta classe, no ano de 1951 e que exigentemente até à minha ida para o serviço Militar no ano de 1960, tantas vezes me era dito: “ não estou a pedir mas sim a mandar “.

Depois de ter cumprido o meu dever como militar, nas Caldas da Rainha e na província do Ultramar “ Angola” casei e em Janeiro de 1964, por acordo mútua com o meu pai e com a promessa de quinhentos escudos mensais, para ele, tomei conta deste que era o seu Talho.

E que arduamente e juntamente com a minha esposa, meus irmãos, Tomaz, Maria, Lucília e a empregada Maria do Pintalhão, movimentava-mos no Matadouro todo o gado que eu, já necessitava para o consumo do Talho.



E juntamente com o meu irmão Tomaz e o experiente jovem António Monteiro, que passados alguns meses me disse que não gostava do serviço em causa, foi continuando e ao mesmo tempo alterando o seu visual, com um aspeto mais moderno, para corresponder ao seu momento e fazer face ao futuro que se adivinhava pela frente.

Chegou aos anos setenta e pensei na mudança para um espaço mais amplo e com todas as condições para satisfação da elevada clientela que já tínhamos e então fixei-me no prédio do “ Tio da minha esposa, o Joaquim do Ferrador, na Avenida Camilo Tavares de Matos, numa renda mensal de “ mil escudos”, mandei montar ali, a Camara Frigorífica maior do Concelho, para condicionar higienicamente todo o gado que abatia.



Dando-lhe o símbolo de “ TALHO MODERNO “, permanecendo aqui durante trinta e nove anos, com o Talho, Mini-Mercado, que deu origem no ano de 1978, à segunda paixão da minha vida que foi as garrafas e que fiz a montagem da “ Garrafeira Vinivale “, na rua Gabriel Pinho da Cruz (filho), como a “ PIONEIRA “.